Mais um clichê.

Escrever sobre corações partidos tornou-se um hábito completamente comum na contemporaneidade. Jovens desgastados, presos em seus sub-conscientes que os acusam, condenando-os ao mais profundo abismo existente, o vazio se apodera de cada pequena partícula existente em seus corpos frágeis e então, um bloco de notas já não é o suficiente.

É como um tiro cego.

Um grito que ecoa na imensidão daquilo que se chama sentimentos.

Nascemos predestinados à morte. Morremos predestinados à vida. E amamos predestinados à morrer. Não aquela morte agradável na qual você fecha seus olhos e encara uma eternidade sem dor ou lágrimas, mas aquela morte lenta, aonde você se vê auto-falecendo. Auto sucumbindo-se.

É como se a terra úmida invadisse nossos pulmões e pouco a pouco aquilo que chamamos de oxigênio sumisse.

Talvez eu esteja completamente equivocada, talvez eu esteja fazendo drama demais. Mas, falar desse tal de amor me causa esses efeitos. Efeitos os quais eu tento evitar toda vez que alguém se aproxima me dizendo o quanto eu sou bonita, especial, apaixonante. Aqueles efeitos que nos impedem de pensar por sí só.

Esse tal de amor devia pegar suas malas e fazer uma tour bem longe de mim. Bem, talvez assim eu evitasse muitas coisas, como por exemplo, mais um clichê sobre corações partidos, devotos, dramáticos e agora (o meu pelo menos) quase regenerados na internet.

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